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Somos todos Crianças MimadasPosted by on


Eu gostaria de falar a vocês sobre a postura que o brasileiro médio tem tomado frente a pandemia de COVID-19.

Não, não é uma análise da própria pandemia (embora isso acabe acontecendo), nem uma indicação de como se prevenir de morrer ou coisa do gênero; é antes de mais nada, uma análise de como nós, brasileiros, em principal o grande “grosso” da população, aquela que eu chamo no canal de “Mago Anjo”.

Bom, nós entramos em contato com o nome COVID-19 em janeiro. Sim, usando o Google Trends (ferramenta do Google que nos mostra quantas pesquisas sobre um termo nós tivemos ao longo do tempo), vemos que temo uma pequena quantidade de busca sobre o termo Covid-19 já em janeiro, entretanto, foi em março que a coisa começou a ficar séria, logo depois do carnaval.

Lembro-me que nesta época, o Mago Anjo já começou a levantar o que quero apontar aqui neste texto: a teoria de que a notícia teria sido escondida por conta do carnaval.

Lembram-se disso? Lançou-se a teoria de que o governo, a globo, o estado, sei lá, teriam escondido a doença por conta disso atrapalhar o carnaval.

Eu não estou aqui dizendo que isso é verdade ou mentira, importante ou não, mas o que quero levantar é que isso foge do assunto principal que seria: A doença está aqui e precisamos nos preocupar com ela.

Sim, este clima de teoria da conspiração fazia com que nos importássemos muito mais com o fato de, talvez quem sabe, a doença ter sido escondida do público por conta da festa que atrai estrangeiros para cá, para o Brasil, do que com o fato de uma doença com fator epidemiológico extremamente alto estar aqui. E seguimos amaldiçoando o governo e deixando pra lá as máscaras e cuidados básicos.

Depois a doença se espalhou de verdade. A Itália entrou em pânico e os primeiros casos confirmados começaram a aparecer por aqui. Nesta hora, o nosso começou com suas proclamações absurdas do tipo “é só uma gripezinha”.

Isso aconteceu porque, basicamente, o vírus é só uma gripezinha mesmo. Não estou aqui concordando com o presidente ou coisa assim, mas de fato, o vírus se parece com uma gripe e quem tem um sistema imunológico em boas condições, é capaz de sobreviver ao vírus. Isso nunca foi escondido, de fato, a mortalidade do vírus gira em torno de 3 ou 4% dos infectados.

O grande problema é que ele tem uma taxa de contágio gigantesca, muito superior à gripe comum: um único hospedeiro pode infectar 1000 outras pessoas no período de 20 dias, que é quando o vírus começa a dar sintomas. Agora, pegando esse fator numericamente, se você, pessoa de 25 anos, se contaminar com o corona vírus, possivelmente ficará gripado, mas contaminará 1000 outras pessoas, das quais, 40 morrerão. Essas 1000 pessoas, contaminarão 1.000.000 (um milhão) de pessoas, das quais 4000 morrerão. Essa é, aliás, a progressão que o Átila Iamarino trouxe no seu primeiro vídeo, que deixou todo mundo em choque, lembra? Quando ele fez a progressão do quadro atual de contaminação e disse que um milhão de pessoas morreria se continuássemos do jeito que estava?

Bom, o Átila usou estudos de progressão da doença da Emperial College de Londres da fatalidade do COVID.

Dada a situação, o que fizemos foi, a despeito do que o presidente falava, estabelecer medidas de defesa; campanhas de conscientização, máscaras, álcool em gel… E felizmente tomamos medidas cedo o suficiente para a pandemia não ser tão grave.

Aí o Mago Anjo começou a desmentir o Átila, afinal, não morreram 1 milhão de pessoas.

Não entendo qual a dificuldade em percebermos que o cenário mudou. No início, quando o vírus foi descoberto, a OMS (Organização Mundial de Saúde) se manifestou sem alarde a respeito dele. Ora… é um vírus novo, nunca contaminou humanos, acabou de aparecer. Se soubéssemos tudo sobre ele, já teríamos vacinas para tal. No início, a OMS não se mostrou preocupada porque não havia formas para criar pânico mundial. Alguns dias depois, o alastre do vírus foi reconhecido e a OMS mudou sua posição.

Não sei se você consegue compreender o que está acontecendo aqui e confesso que para mim é tão claro que nem sei como explicar: estamos tomando posições para uma coisa que nunca aconteceu antes. A OMS em particular, faz isso em nível global e qualquer posição dela pode ser catastrófica, então ela precisa de dados para tomar posições e, no caso do COVID, esses dados demoram mais a chegar do que a epidemia a se alastrar.

Exatamente por conta disso a quarentena foi proposta logo de início: como o vírus se propaga, qual a velocidade exatamente, qual a proporção de morte e como se combate? Não sabemos… o melhor a fazer, então, é evitar pegar o vírus e, por isso, a melhor coisa a fazer é cortar o contato humano.

Para piorar a situação, temos os Magos Anjos mais anjos ainda, que vão contra qualquer situação coletiva e é sobre isso que quero falar:

O Brasil é um país constituído de crianças mimadas.

A nossa sociedade é madura, temos uma maioria entre os 25 e os 39 anos, mas por algum motivo a mentalidade destas pessoas é daquela criança criada a leite com pêra: nós queremos o que queremos, na hora que queremos e não vemos no outro, a mínima noção de sociabilidade.

Não é segredo para ninguém que nós agimos assim quando fazemos o famoso “gato” da TV a cabo, quando não devolvemos o troco errado no mercado ou quando cortamos fila no cinema com nossos amigos. Nesta pandemia também vimos pessoas recebendo os 600 reais de auxílio sem precisar, saindo na rua sem precisar e, muitas vezes, só para satisfazer sua vontade de… ser você.

Aqui na minha rua mesmo, dia após dia, vejo grupos de adolescentes/adultos, exatamente nesta faixa apontada acima, se aglomerando para… empinar pipa.

Então fico me perguntando de onde é que será que vem o que acontece conosco? É uma simples incapacidade de olhar o “big Picture”, a cena completa do que está havendo, ou é só preguiça que criança mimada tem de olhar o “big Picture”, principalmente porque isso não a beneficia?

Você pensa assim também?

Eu trouxe isso porque tenho visto cada vez mais pessoas pesquisando coisas de forma completamente arbitrária, ou seja, não pesquisamos mais para saber, pesquisamos para confirmar o que já temos em mente. Não entremos no google e digitamos “COVID-19, últimas notícias”, nós digitamos “COVID-19 fake” ou ainda “COVID-19 verdadeiro” e, com o tempo, somos jogados em um mundo ilusório por conta do algoritmo dos buscadores e pronto… caímos para sempre no abismo da ignorância.

Quer um exemplo?

Tenho visto um monte de gente falando a respeito da Cloroquina. Então, a primeira coisa que fiz foi me perguntar: o que é Cloroquina?

Cloroquina, ou hidroxicloroquina é uma substância recomendada para o tratamento de Afecções reumáticas e dermatológicas, Artrite reumatoide, Artrite reumatoide juvenil, Lúpus eritematoso sistêmico, Lúpus eritematoso discoide, Condições dermatológicas provocadas ou agravadas pela luz solar (bula do medicamento). Bom, eu não sou nenhum especialista, mas nenhuma dessas coisas são causadas por vírus. De qualquer forma, pode ser que tenha algum efeito colateral benéfico e acabe fazendo alguma coisa em nosso próprio sistema que acabe invalidando a reprodução do vírus, certo?

A substância tem algum efeito colateral?

Segundo, novamente, a bula do medicamento:

Distúrbios hematológicos e do sistema linfático

Desconhecida: Depressão da medula óssea, anemia, anemia aplástica, agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia.

Distúrbios do sistema imune

Desconhecida: Urticária, angioedema, broncoespasmo.

Distúrbios de metabolismo e nutrição

Comum: Anorexia.
Desconhecida: Hipoglicemia.
A Hidroxicloroquina pode exacerbar o quadro de porfiria.

Distúrbios psiquiátricos

Comum: Labilidade emocional.
Incomum: Nervosismo.
Desconhecida: Psicose, comportamento suicida.

Distúrbios do sistema nervoso

Comum: Cefaleia.
Incomum: Tontura.
Desconhecida: Convulsões têm sido reportadas com esta classe de medicamentos. Distúrbios extrapiramidais, como distonia, discinesia, tremor.

Distúrbios oculares

Comum: Visão borrada devido a distúrbios de acomodação que é dose dependente e reversível.
Incomum: Retinopatia, com alterações na pigmentação e do campo visual. Na sua forma precoce, elas parecem ser reversíveis com a descontinuação da Hidroxicloroquina. Caso o tratamento não seja suspenso a tempo existe risco de progressão da retinopatia, mesmo após a suspensão do mesmo. Pacientes com alterações retinianas podem ser inicialmente assintomáticos, ou podem apresentar escotomas visuais paracentral e pericentral do tipo anular, escotomas temporais e visão anormal das cores.
Foram relatadas alterações na córnea incluindo opacificação e edema. Tais alterações podem ser assintomáticas, ou podem causar distúrbios tais como halos, visão borrada ou fotofobia. Estes sintomas podem ser transitórios ou são reversíveis com a suspensão do tratamento.
Desconhecida: Casos de maculopatia e degeneração macular foram reportados e podem ser irreversíveis.

Distúrbios de audição e labirinto

Incomum: Vertigem, zumbido.
Desconhecida: Perda de audição.

Distúrbios cardíacos

Desconhecida: Cardiomiopatia que pode resultar em insuficiência cardíaca e em alguns casos com desfecho fatal. Toxicidade crônica deve ser considerada quando ocorrerem distúrbios de condução (bloqueio de ramo/bloqueio átrio-ventricular) bem como hipertrofia biventricular. A suspensão do tratamento leva à recuperação.

Prolongamento do intervalo QT em pacientes com fatores de risco específicos, que podem causar arritmia (torsade de pointes, taquicardia ventricular).

Distúrbios gastrintestinais

Muito comum: Dor abdominal, náusea.
Comum: Diarreia, vômito.
Esses sintomas geralmente regridem imediatamente com redução da dose ou suspensão do tratamento.

Distúrbios hepatobiliares

Incomum: Alterações dos testes de função hepática.
Desconhecida: Insuficiência hepática fulminante.

Distúrbios de pele e tecido subcutâneo
Comum: Erupção cutânea, prurido.
Incomum: Alterações pigmentares na pele e nas membranas mucosas, descoloração do cabelo, alopecia. Estes sintomas geralmente regridem rapidamente com a suspensão do tratamento.
Desconhecida: Erupções bolhosas, incluindo eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, rash medicamentoso com eosinofilia e sintomas sistêmicos (Síndrome DRESS), fotossensibilidade, dermatite esfoliativa, pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA).

PEGA deve ser diferenciada de psoríase, embora a Hidroxicloroquina possa precipitar crises de psoríase. Pode estar associada com febre e hiperleucocitose. A evolução do quadro é geralmente favorável após a suspensão do tratamento.

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo

Incomum: Distúrbios motores sensoriais.
Desconhecida: Miopatia dos músculos esqueléticos ou neuromiopatia levando à fraqueza progressiva e atrofia do grupo de músculos proximais.
A miopatia pode ser reversível com a suspensão do tratamento, mas a recuperação pode durar alguns meses.

Estudos de diminuição dos reflexos tendinosos e anormalidade na condução nervosa.

Eu tenho certeza que você não leu tudo, então só quero trazer uma das situações:

A COVID causa, entre uma série de coisas, pelo que temos de informação hoje em dia, problemas no coração (Sociedade Brasileira de Cardiologia), o que quer dizer que o paciente pode se curar de COVID porque morreu de ataque cardíaco. Você pode melhorar do COVID e desenvolver Insuficiência hepática e… morrer. Você pode melhorar do COVID e perder a audição ou melhorar do COVID e desenvolver alguma psicose ou, ainda, um distúrbio suicida.

Olha a responsabilidade da classe médica em receitar isso! Porque o brasileiro, como uma criança mimada, se alguma dessas coisas acontecerem, vão culpar a si mesmos? Claro que não.

Então existe a necessidade primeira de saber se REALMETNE o medicamento pode acabar com o Coronavirus para, só então, mensurarmos se os riscos fazem sentido, ou seja, se 1% dos infectados se curarem em contraste a 15% que desenvolvem psicopatia, talvez não seja tão bom assim receitar isso.

Agora, por enquanto, o papel da ciência é falar “espera que o negócio não é tão mágico assim”, mas pode ser que amanhã a gente consiga fazer testes o suficiente para falar “olha… vale os riscos” e começarmos a usar a cloroquina como medicamento para o Coronavirus. Isso não quer dizer que a medicina ou a ciência não sabem o que fazem, só quer dizer que agora, finalmente, sabemos COM CERTEZA o que acontece.

Eu não sei como deixar isso mais didático ainda. A ciência é 100% confiável? Claro que não, pois se fosse, não seria ciência. A ciência acontece quando acertamos os nossos erros e esses acertos são reproduzíveis, mensuráveis e escalonáveis. Nessa hora, não tem jeito, só a ciência pode ajudar e o melhor que fazemos é parar de atrapalhar.

Ah. Antes de terminar este artigo: medicina não é ciência. Não deste jeito. Segundo João Marques-Teixeira no editorial da Mental Health Volume XIII Nº6 Novembro/Dezembro 2011, “a medicina não é uma ciência, mas sim uma prática, muito embora seja uma prática

racional, rigorosa e sustentada pela ciência”. Isso quer dizer que um médico pode saber muito bem para que um medicamento serve, mas isso acontece porque alguém descobriu isso antes e esse alguém talvez seja médico também, mas com certeza é um cientista, ou seja, médicos também podem se enganar aqui.

Fique em casa. Use máscara. Tenha hábitos de higiene. FIQUE EM CASA. E pare, de uma vez por todas, de dar ouvidos a Ministros da Saúde, Presidentes café com leite, timeline de facebook,  grupo de whatsapp e pseudomagos evangélico judaicos de internet.

 

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