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Não seja aquele que derrubaPosted by on


Hoje eu recebi uma postagem que dizia “Seja a pessoa que ajuda a levantar as outras, já tem gente demais querendo derrubar o próximo”.

Isso me fez pensar.

A viagem que fiz até o Espírito Santo me trouxe muitas horas de pensamento e internalização e, por conta disso, confesso que estou um pouco diferente agora. Diferente a ponto de parar na frente desta postagem e ficar pensando: quem sou eu nessa sentença? Sou o cara que quer derrubar o próximo ou o que ajuda os outros a levantar?

No fundo eu sempre digo por aqui que sou o cara que quer chegar ao topo, que ser reconhecido e se tornar imortal. Nunca escondi isso de ninguém e sigo pensando da mesma forma, entretanto, também tenho dito que, cada degrau que subo, levo quem está perto junto. Claro… isso é o que eu observo de mim, o que pode ser algo completamente contaminado com meu próprio Ego, o que não é exatamente um problema, mas é algo a se levar em conta ao longo da meditação sobre o assunto.

A grande pergunta, entretanto, é quem é você?

A internet é terra de ninguém, a gente ouve falar por aqui e por ali e isso é parcialmente verdadeiro. A internet pode ser terra de ninguém, mas ela tem efeitos no mundo real, onde a terra não é tão de ninguém assim e nossas ações têm efeitos imediatos nesse mundo que podemos tocar, podemos sentir e podemos nos machucar.

Então a segunda pergunta é: por que você faz o que faz?

Muitas vezes eu vejo em meu inbox ou nos campos de comentário dos vídeos, pessoas que tentam trazer questionamentos que sequer conseguem fazer sentido com o contexto da situação. Não é segredo para ninguém o quanto fico irritado quando tento fazer uma pergunta simples no facebook, para alguma pesquisa que estou fazendo, e a grande maioria das pessoas dão respostas completamente descontextualizadas ou irrelevantes. Sabe? Aquelas do tipo: “você conhece alguma cidade com histórias de fantasmas entre São Paulo e Brotas” e alguém sugere uma cidade no Rio Grande do Sul? (sim… esse exemplo é real).

Pois é; em geral eu fico irritado quando leio a resposta, porque isso atrapalha o trabalho ou qualquer forma de aquisição de informação que tentamos ter, mas depois (provavelmente depois de eu zoar a pessoa) fico olhando para o texto escrito me perguntando exatamente isso: por que você fez isso? E a resposta quase sempre é “porque você está querendo chamar atenção”.

Isso me leva a um mea culpa: Eu sou Youtuber, tenho diversas atividades que me levam a ter contato com o público e isso, em geral, cria em mim uma figura de autoridade. Em geral, pessoas comuns tendem a ter uma espécie de fascínio por essas figuras e tentam, de qualquer forma, ter a atenção dessa pessoa para si. Isso acontece com cantores, astros de cinema, professores e qualquer um que esteja a frente de alguma coisa. Pra piorar, eu tento ter uma relação próxima a todo mundo, brinco, chamo pelo nome, o que talvez possa criar uma impressão de intimidade e piore a relação.

Outro tipo de comentário que vejo e que me faz pensar bastante e, geralmente, desencadeia aquela resposta que você tanto gosta (tá) é o comentário “bravinho”.

Eu faço muita coisa que tem por finalidade te dar um tranco, apresentando outras formas de observar as coisas que você simplesmente aceitou por imposição e nunca pensou a respeito. Uma vez, por exemplo, comentei que aquelas pessoas que não entendem como um adolescente ou criança consegue passar tanto tempo vendo outras pessoas jogarem vídeo game no Youtube não percebem que elas mesmas passam horas vendo outras pessoas jogarem futebol na televisão. A situação é a mesma, mas ninguém percebe a incongruência disso.

Geralmente, quando isso acontece, a tendência das pessoas é me atacarem, o que em si, eu acho saudável dado que eu estou exatamente levando as pessoas a se questionar. Agora, o que geralmente acontece quando no ataque é a pessoa levantar questões que continuam sendo oriundas de sua vontade violenta. Vou dar um exemplo:

Há algum tempo, eu disse que a Goétia era uma umbanda medieval inglesa. Teve bastante gente que tentou vir me dizer que isso era uma bobagem, que era mentira… mas olha só: o que é a goétia senão um sistema que leva o praticante a entrar com contato com espíritos para ter auxílio em determinadas questões?

E o que é a umbanda?

Você pode argumentar comigo que um faz uso de daemons enquanto outro faz uso de humanos divinizados e eu vou te perguntar: quem garante isso? Aliás… quem garante qualquer uma dessas situações é real? Quem garante que não é só uma manifestação da sua mente, tanto a umbanda, quanto a goétia?

Agora, isso é ainda mais profundo: quando digo que as duas coisas podem ser só manifestação da sua mente, não estou de forma alguma negando a funcionalidade ou a força daquilo. Consegue perceber?

Por isso que, geralmente, quando dizem (essa é a tentativa de argumentação que mais ouço) “e se falarem que a Magia que você tanto defende, é só coisa da sua mente?” eu respondo “provavelmente você está certo”.

O que quero dizer com tudo isso é: Pessoas… há formas e formas de argumentar com alguém e, antes de você levar seus dedinhos ao teclado, se pergunte: O que vou falar é realmente algo relevante, ou é algo oriundo da minha experimentação e que deu resultado para mim, logo, não é passível, necessariamente, de replicação?

Quem tem cinco minutos de trabalho mágicko sabe muito bem que experiências não se replicam: o que eu sinto quando faço um rito é único e inigualável, provavelmente inexplicável também. Mesmo quando no mesmo rito, eu, Paula, Dads e Maricota sentimos e interagimos com o que está acontecendo de formas diferentes. O daemon pra um é uma coisa e para outro é outra coisa e quer saber? Nossos ritos públicos dão tão certos provavelmente porque entendemos isso e agimos de forma a que todos externem suas formas particulares, e não de forma impositiva.

Agora você pode estar se perguntando: o que isso tudo tem a ver como começo do texto?

Tudo.

Em geral, uma pessoa quer derrubar a outra porque nega a capacidade da outra em si, ou seja; eu não entendo isso, portanto tá errado. Grandes nomes da imbecilidade brasileira como Olavo de Carvalho já negaram a Relatividade Geral só porque acham isso muito complexo e é, confesso, muito mais simples dizer que está errado do que tentar aprender. O Anael também tem esse tipo de argumento: Eu não sei fazer, logo, é impossível. Ele fez isso com relação ao Spooky (é impossível “limpar” dez casas por noite) e comigo, claro (é impossível fazer Magia sem ritual, sem o uso de um ente metafisico, deitado na cama, sem acreditar em deus).

Esse tipo de atitude também leva a uma outra: o ato de acreditar que, quando alguém discorda de você, o faz por estar te menosprezando ou criando inimizade. Discordar é um ato de respeito, não de inimizade. Discordar quer dizer que você acha a pessoa relevante o suficiente para ouvir o que ela disse, pensar a respeito, evocar uma série de conceitos subconscientes de sua mente e produzir uma argumentação para estabelecer um aprendizado. Discordar é assumir que você tem o que aprender com o outro, o que é lindo. Preste atenção na forma que construí o termo “discordar” aqui: é muito diferente de “atacar” ou fazer o que expliquei a pouco.

Esse texto, entretanto, não é só para reclamar. É, como quase tudo o que faço, para desafiar você. Em geral, desafio seu intelecto, mas hoje quero desafiar seus atos:

Que tal se a gente fizesse um pacto? Vamos nos comprometer a ajudar alguém a se levantar, pelo menos, uma vez por dia? Pode ser na forma de um elogio espontâneo, de compartilhar um texto ou imagem legal do trabalho da pessoa, de falar que o café que seu companheiro fez está maravilhoso ou de dar água para um catiorrinho de rua. Qualquer coisa, desde que deixe alguém para cima. Que tal?

Isso é o #pactodaempatia. Agora é sua vez.

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Sobre esse assunto, você pode se aprofundar lendo:

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